sábado, 12 de maio de 2012

DEFENSIVOS AGRICOLAS NATURAIS ECOLOGICOS (OLEO VEGETAL)

DEFENSIVOS AGRÍCOLAS NATURAIS ECOLÓGICOS


PREPARO E APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS AGRICOLAS  NATURAIS ECOLÓGICOS
**( fonte desta matéria >>  site www.sitioduascachoeiras.com.br  )**
**( DEFENSIVOS-REPELENTES-CONSERVANTES NATURAIS:> cravo da india, canela, fumo, citronela, alho )**
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1. OBJETIVOS
Os principais objetivos com o uso de defensivos alternativos, são: obter produtos agrícolas mais saudáveis, evitar a contaminação do produto e do consumidor, manter o equilíbrio da natureza, preservando a fauna e os mananciais de águas, reduzir o número de aplicações de defensivos agressivos, aumentar a resistência da planta contra a ocorrência de pragas e patógenos e sinistros naturais, reduzir o custo de produção e aumentar a viabilidade do produtor. Além disto, os defensivos alternativos atendem a uma crescente procura por produtos sadios.
2. O QUE SÃO DEFENSIVOS ALTERNATIVOS
São considerados para uso como defensivos alternativos todos os produtos químicos, biológicos, orgânicos ou naturais, que possuam as seguintes caraterísticas:
• praticamente não tóxicos (grupo toxicológico IV), custo reduzido para a aquisição e emprego. baixa a nenhuma agressividade ao homem e à natureza
• simplicidade quanto ao manejo e aplicação, eficiência no combate aos insetos e microorganismos nocivos. alta disponibilidade para aquisição. não favorecer formas de resistência de insetos e microorganismos.
3. CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
a) Estas informações são resultantes de observações em testes regionais e de trabalhos de revisão da literatura, servindo apenas como sugestão quanto ao potencial de uso das caldas.
b) Para o emprego das caldas, recomendamos que sejam feitas observações preliminares em poucas plantas, considerando o local, clima, cultivar, etc.
c) O emprego das caldas fora das recomendações, o uso de matéria prima de baixa qualidade e o preparo e aplicações inadequados, poderão causar problemas, baixa eficiência e até fitotoxicidade .


5. UTILIZAÇÃO MAIS COMUM DE ÓLEOS
O óleo tem ação inseticida, principalmente contra cochonilhas. É indicado para as culturas do abacate, café, citros, figo, manga, maçã, pêra e plantas ornamentais (hibiscus e azalfias). Contra cochonilhas de carapaça (cabeça de prego, escama virgula, escama farinha, parlatória, piolho de São José, etc. ) e cochonilhas sem carapaças ( cochonilhas verde, marrom e pardinha). O óleo utilizado deve ser de grau leve, podendo ser de origem vegetal (princípio ativo: 80 a 85%), vegetal (93%) ou de peixe. Este último tem sido muito indicado para controle de pragas. A dosagem do óleo vegetal deve ser: • primavera/verão: 1 litro/100 litros de água. • outono/inverno: deve-se aumentar para 1,5 a 2,0 litros em 100 litros de água.
6. OUTROS USOS DOS ÓLEOS VEGETAIS
Os óleos ainda combatem o pulgão, lagartas, moscas, mosquitos, ácaros (acaro vermelho), ovos e larvas de insetos, tripes, mosca branca e viroses). O óleo pode ser adicionado em vários defensivos melhorando sua efetividade, como na calda bordalesa. Quando pulverizados na estação de dormência das plantas de clima temperado, antes do inchamento das gemas, provoca erradicação das formas invernantes das pragas, assim como das cochonilhas de carapaças, como a cochonilhas farinha.
7. PREPARO DAS MISTURAS DE ÓLEO
Pulverizar com uma mistura de 1 litro de óleo vegetal + 100 gramas de sabão neutro ou 100 ml de sabão líquido e 15 litros de água. Agitar até obter uma emulsão turva. Óleo vegetal emulsionável pode ser usado como alternativa; neste caso, misturar 30 ml em 1 litro de água.
• Pulverizar óleo vegetal ; diluindo 10 a 20 ml de óleo em 1,0 litro de água.
• Pincelar 2 ml. de óleo vegetal sobre o fim da espiga de milho, contra ataque de insetos.

8. EMULSÃO DE ÓLEO:

Ação de inseticida de contato, contra sugadores: ácaros, pulgões e cochonilhas. Ingredientes: 1,0 kg de sabão comum ou feito com óleo de peixe + 8,0 litros de óleo vegetal + 4,0 litros de água. Preparo:
• Ferver e dissolver o sabão picado em 4 litros de água.
• Retirar do fogo e dissolver vagarosamente 8 litros de óleo vegetal, ainda quente.
• Diluir uma parte do produto obtido em 10 a 50 partes

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INDICAÇÕES PARA O USO DA CALDA BORDALESA
CULTURA DOENÇAS SULFATO de COBRE CAL VIRGEM ÁGUA
Cebola, Alho Míldio 1.000g 1.000g 100 l
Tomate e Batata Requeima, Pinta Preta 1.000g 1.000g 100 1
Solanáceas Pinta Preta, Podridões 800g 400g 1001
Cucurbitáceas Míldio, Antracnose 300g 300g 100 1
Café Ferrugem, Manchas foliares 1.500g 1.500g 100l
Abacate e Manga Antracnose 1.000g 1.000g 100 1
Morango Mancha de Micosferela 500g 500g 1001
maracujá Bacteriose, Verrugose 400g 400g 1001
Macadâmia e Pecã Manchas 1.000g 1.000g 100 l
Maçã e Pêra Sarna, Podridões 400g 800g
Goiaba Verrugose, Manchas 600g 600g 1001
Nêspera Manchas, Entomosporiose 800g 800g 1001
Citros Verrugose, Melanose, Rubelose 600g 300g
Uva 1001 Itália Míldio, Podridões 600g 300g 1001
Uva Niagara Mildio Manchas 500 / 600g 800g 1001
Figo Antracnose; Podridões 800g 800g 1001
Caqui Antracnose; manchas 300 500g

OBSERVAÇÃO: A calda bordalesa é indicada para controle de Podridão de gomose ( fitofora ) em fruteiras, I aplicando no tronco e ao redor do solo na dosagem de 1,5 a 2,0%. É recomendada para tratamento de inverno e na pré brotação das gemas das fruteiras temperadas como figo, caqui uva pêssego, maçã, etc...
TRATAMENTO DE INVERNO PARA ÁRVORES FRUTÍFERA
Eng. agrn. SILVIO ROBERTO PENTEADO (DEXTRU/CATI)

Com a chegada do inverno, as pragas e os patógenos causadores de doenças, se preparam para atravessar o período invemal nas formas de resistência, abrigados nas cascas do tronco e ramos das frutíferas, para surgirem na primavera e causarem prejuízos da fase de brotação até a colheita. A calda sulfocálcica, pela sua eficiente ação fungicida, acaricida e inseticida é considerada o melhor produto para proceder à erradicação das pragas e patógenos hibernantes, pelo tratamento de inverno.

TRATAMENTO DE INVERNO

Após a queda das folhas de ameixeiras, caquizeiros, figueiras, nectarineiras, macieiras, pereiras e videiras, durante o repouso das plantas, antes da brotação, adote as seguintes medidas: 1. Poda dos ramos secos, doentes e praguejados e remoção destes ramos e aqueles eliminados na poda de frutificação, retirando-os para fora do pomar. Pincelamento das áreas de corte com pasta bordalenga na proporção de 1,0 Kg de sulfato de cobre + 2,0 Kg de cal virgem + 10,0 litros de água. 2. Raspagem e limpeza de troncos e ramos com lesões, áreas doentes, praguejadas e com algas ou liquens. Pincelamento com pasta bordalesa. 3. Pulverização com calda sulfocálcica na diluição de 1,0 litro de calda concentrada (32,0 graus Baum.) para 10,0 litros d'água; pulverizar muito bem a planta 1 ou 2 vezes no inverno. A fabricação da calda sulfocálcica, pasta bordalesa ou calda bordalesa na propriedade, com a utilização da cal virgem, reduz os custos de tratamentos fitossanitários e permite obter um produto de melhor qualidade, além de aumentar a eficiência. ** Quem faz tratamento de inverno, reduz os tratamentos de verão!

PREPARO DA CALDA SULFOCÁLCICA

Produtos
• 12,5 Kg de cal virgem
• 25,0 Kg de enxofre em pó . 10.0 L de água

METODOLOGIA NO PREPARO:

• Num tambor de ferro de 200 litros, dissolva o enxofre com um pouco de água quente, até formar uma pasta; • Coloque fogo sob o tambor e complete o volume até 80 litros de água;
• Após o inicio da fervura, adicione a cal virgem aos poucos, mexendo constantemente, com uma pá de madeira;
• Ferver por 60 minutos, fazendo a adição de água fria (20 litros). Quando levantar a fervura, manter o volume em 100 I.;
• Quando a calda estiver com a cor pardo avermelhada estará pronta. Deixar esfriar e coar em um pano ou peneira fina;
• A armazenagem da calda sulfocálcica pode ser feita por um período máximo de 30 dias. Em recipiente de vidro ou bombona plástica desde que sejam muito bem vedados. Obs.: O Enxofre ventilado malha 200 possibilita melhor aproveitamento, tornando viável/ a produção de calda com densidade maior que 32 graus Baumé.

UTILIZAÇÃO DA CALDA SULFOCÁLCICA

• É recomendável a adição de espalhante adesivo à calda (20 para 100 litros de calda).
• Conheça a qualidade da calda usando o densímetro (Aerômetro de Baumé). Uma boa calda deve apresentar uma densidade de 30 e 32 graus Baumé 6.
• O uso de uma cal virgem de baixa qualidade, velha ou carbonatada, reduz e até inviabiliza a qualidade e eficiência da calda sulfocálcica.
• A calda diluída deve ser utilizada no mesmo dia do preparo.
• No preparo e aplicação da calda, seguir os mesmos cuidados recomendados quanto ao manuseio de outros defensivos agrícolas.
• Após aplicação, lavar bem os equipamentos com solução de uma parte de vinagre e dez partes de água.
• Observar o intervalo mínimo de 20 dias entre a aplicação da calda sulfocálcica e a aplicação de óleo ou calda bordalesa.
• Em goiabeira o tratamento pode ser feito logo após a poda total, na concentração de 1,0 litro em 10.0 Litros de água voltar

SUGESTÕES DE PREPARADOS COM ERVAS
ESPECÍFICAS PARA CONTROLE DE INSETOS E OUTROS

- Macerado de samambaia

Colocar 500 gramas de folhas frescas ou 100 gramas de folhas secas em um litro de água por dia. Ferver meia hora. Para aplicação diluir um litro deste macerado em dez litros de água.
Controla ácaros, cochonilhas e pulgões.

- Macerado curtido de urtiga

Colocar 500 gramas de folhas frescas ou 100 gramas de folhas secas em um litro de água e deixar dois dias. Para aplicação diluir em 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas ou no solo.
Controla pulgões e lagartas (aplicado no solo)

- Macerado de fumo

Picar 10 cm de fumo de corda e colocar em um litro de água por um dia em recipiente não-metálico com tampa. Diluir em 10 litros de água e pulverizar as plantas.
Controla cochonilhas, lagartas e pulgões.

- Mistura álcool e fumo

Coloque 10 cm de fumo picado em uma tijela e cubra com álcool misturado com um pouco de água. Quando o fumo absorver o álcool, coloque mais álcool misturado com um pouco de água e deixe 15 dias de molho, tampando a tijela, para que a nicotina seja retirada do fumo. Coloque o líquido em uma garrafa com tampa e, na hora de usar, misture com sabão ralado e água nas seguintes proporções: um copo de mistura de água e fumo, 250 gramas de sabão e 10 litros de água.
Controla pulgões.

- Mistura de querosene, sabão e macerado de fumo

Aqueça 10 litros de água, 20 colheres de sobremesa de querosene e 3 colheres de sopa de sabão em pó biodegradável. Deixe esfriar e adicione um litro de macerado de fumo. Pulverizar sobre as plantas.
Controla cochonilhas com carapaça e ácaros.

- Mistura de sabão, macerado de fumo e enxofre

Misturar em 10 litros de água morna, meia barra de sabão, um litro de macerado de fumo e um kg de enxofre. Deixar esfriar e pulverizar sobre as plantas.
Controla ácaros.

- Cravo de defunto

Quando plantado nas bordaduras impede o aparecimento de nematóides nas plantas cultivadas.

- Tajujá, taiuiá ou melancia-brava

É uma planta trepadeira cujas folhas são bem parecidas com as da melancia. A raiz é semelhante à da mandioca. Apanha-se esta raiz, corta-se em pedaços de 10 cm e distribui-se na lavoura. A seiva ou líquido existente na raiz atrai insetos, fazendo com que estes não ataquem a planta cultivada. Deve ser renovada regurlamente.
Controla besouros ( "vaquinha" ).

- Purungo ou cabaça

Também é uma planta trepadeira. Suas folhas são parecidas com as de abóbora. Quando o fruto está maduro (seco) é usada para cuia de chimarrão. Quando está verde, o fruto cortado ao meio atrai insetos, devendo ser espalhado na lavoura, como o tajujá.
Controla besouros ("patriota") .

- Soro de leite

Quando pulverizado sobre as plantas, resseca e mata ácaros.

- Armadilha luminosa

Colocar uma lanterna de querosene acessa a partir das sete horas da noite no meio da lavoura e deixar até de madrugada, principalmente nos meses de novembro a fevereiro. As mariposas são atraídas pela luz e batem no vidro da lanterna, caindo num saco de estopa aberto que é colocado logo abaixo. No dia seguinte matar as mariposas.
Controla mariposas, especialmente a mariposa-oriental (broca-dos-ponteiros) que ataca os pomares.

-Saco de aniagem

Umidecê-lo com um pouco de leite e colocar na lavoura em vários locais. No dia seguinte pegar as lesmas que estão aderidas ao saco e matá-las.

- Solução de água e sabão

Colocar 50 gramas de sabão caseiro em 5 litros de água quente. Após esfriar, aplicar com o pulverizador.
Controla pulgões, cochonilhas e lagartas.

- Infusão de losna

Derramar um litro de água fervente sobre 300 gramas de folhas secas e deixar em infusão por 10 minutos. Diluir em 10 litros de água. Pulverizar sobre as plantas.
Controla lagartas e lesmas.

- Cerveja

A cerveja atrai lesmas. Fazer armadilhas com latas de azeite, tirando a tampa e enterrando-as a com abertura no nível do solo. Colocar um pouco de cerveja misturada com sal. As lesmas caem na lata atraídas pela cerveja e morrem desidratadas pelo sal.
Controla lesmas.

- Pimenta vermelha

Pimenta vermelha bem socada, misturada com bastante água e um pouco de sabão em pó ou líquido pulverizada sobre as plantas, age como repelente de insetos.


Outras plantas também podem ser utilizadas como inseticidas, entre as quais se destacam:

- Piretro

É obtido de algumas plantas do gênero Chrysanthemum, da família Asteraceae, com o qual se faz um inseticida contra pulgões, lagartas e vaquinhas. É obtida fazendo-se a maceração das flores. Sua ação pode ser aumentada ( ação sinergística ) com uso da sesamina, produto obtido do extrato de gergelim ( sesamum indicum ), da família Pedaliaceae.

- Alamanda

Ou chapéu-de-Napoleão. São plantas do gênero Allamanda, da família Apocynaceae. Com suas folhas prepara-se uma infusão para combater pulgões e cochonilhas.

- Santa Bárbara

Ou cinamomo, a Melia azedarach. da família Meliacea. O extrato alcoólico de seus frutos é utilizado para combater pulgões e gafanhotos. A substância encontrada nesta planta, a azadirachtina, inibe o consumo das plantas por estes insetos.

- Arruda

Ruta graveolens. da família Rutaceae. Suas folhas são utilizadas no preparo de uma infusão para o combate a pulgões.

- Pimenta-do-reino

Piper niger, da família Piperaceae. De seus frutos se extrai uma substância que inibe o consumo das plantas por diversos insetos.

SUGESTÕES  DE PREPARADOS COM ERVAS, ESPECÍFICOS PARA CONTROLE DE DOENÇAS

- Chá de camomila

Imergir um punhado de flores em água fria por um ou dois dias. Pulverizar as plantas, principalmente as mudas em sementeira.
Controla diversas doenças fúngicas.

- Mistura de cinza e cal

Dissolver 300 gramas de cal virgem em 10 litros de água e misturar mais 100 gramas de cinzas. Coar e aplicar sobre as plantas por pincelamento ou pulverização durante o inverno, quando as árvores estão em dormência.
Controla barbas, líquens e musgos.

- Cal

Fazer uma pasta de cal e pincelar sobre o tronco. Com isto evita-se a subida de formigas e ajuda controlar a barba das frutíferas.

- Pasta de argila, esterco, areia fina e chá de camomila

Misturar partes iguais de argila (barro), esterco, areia fina e chá de camomila, de modo a formar uma pasta. Usar para proteger os cortes feitos por podas e também ramos ou troncos doentes durante o outono após a queda das folhas e antes da floração e brotação.

- Chá de raiz forte (crem)

Derramar água quente sobre folhas novas da raiz forte e deixar em infusão por 15 minutos. Diluir 1 litro da infusão em 2 litros de água e pulverizar a planta toda.
Controla podridão parda das frutíferas.

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PREPARO E APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS
NATURAIS (PRODUTOS ALTERNATIVOS)
(uso de óleo vegetal )
Fonte desta matéria >> ENG.º AGRº SÍLVIO ROBERTO PENTEADO


ÍNDICE


PREPARO E APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS ALTERNATIVOS
ENG.º AGROº SÍLVIO ROBERTO PENTEADO

I.      OBJETIVOS

Os principais objetivos com o uso de defensivos alternativos, são:
·        Obter produtos agrícolas mais saudáveis;
·        Evitar a contaminação do produtor e do consumidor;
·        Manter o equilíbrio da natureza, preservando a fauna e os mananciais de águas;
·        Reduzir o número de aplicação de defensivos agressivos;
·        Aumentar a resistência da planta contra a ocorrência de pragas, patógenos e sinistros naturais, diminuindo os gastos com a condução das culturas;
·        Reduzir o custo de produção e aumentar a lucratividade;
·        Atender a crescente procura de produtos sadios, á nível local e internacional.

II.      O QUE SÃO DEFENSIVOS ALTERNATIVOS

São considerados para uso como defensivos alternativos todos os produtos químicos, biológicos, orgânicos ou naturais, que possuam as seguintes características: praticamente não tóxicos (grupo toxicológico iv), baixa a nenhuma agressividade ao homem e a natureza, eficientes no combate aos insetos e microrganismos nocivos, não favoreçam a ocorrência de formas de resistência, de pragas e microrganismos, custo reduzido para aquisição e emprego, simplicidade quanto ao manejo e aplicação, e alta disponibilidade para aquisição.

III.      DEFENSIVOS ALTERNATIVOS

Os produtos considerados como defensivos alternativos, com maiores possibilidades de emprego em cultivos comerciais são: calda bordaleza, calda viçosa, calda sulfocálcica, pó sulfocálcico, supermagro, biofertilizantes, calda de fumo, cal virgem, cal hidratada, óleos, alho, etc.

IV.      CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

1.      Estas  informações são resultantes de observações em testes regionais e de trabalhos de revisão da literatura, servindo apenas como sugestões quanto ao potencial de uso das caldas.
2.      Para o emprego das caldas, recomendamos que sejam feitas observações preliminares em poucas plantas, considerando o local, clima, cultivar, etc. O tratamento em área total deverá ser efetuado somente após os testes iniciais.
3.      O emprego das caldas fora das considerações, uso de matéria prima de baixa  qualidade, preparo e aplicações inadequadas, poderão causar problemas, baixa eficiência e até fitotoxicidade.

V.      PREPARO E APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS ALTERNATIVOS

1-     ALHO

O alho pode ser utilizado na agricultura como defensivo agrícola, tendo ampla ação contra pragas e moléstias. Segundo STOLL (1989), quando adequadamente preparado tem ação fungicida, combatendo doenças como míldio e ferrugens, tem ação bactericida e controla insetos nocivos como lagarta da maçã, pulgão, etc.
Sua principal ação é de repelência sobre as pragas, sendo inclusive recomendado para plantio intercalar de certas fruteiras como a macieira, para repelir pragas. Quando pulverizado sobre as plantas depois de 36 horas não deixa cheiro, nem odor nos produtos agrícolas.
No Brasil o uso do alho está restrito ainda à pequenas áreas como na agricultura orgânica, enquanto que em outros países como nos Estados Unidos, pela possibilidade de empregar o óleo de alho, obtido através de extração industrial, já é possível empregá-lo em larga escala em cultivos comerciais.
Uma fórmula para o preparo de um defensivo com alho compreende a mistura de 1,0 kg de alho + 5,0 litros de água + 100 gramas de sabão + 20 colheres (de café) de óleo vegetal.
Os dentes de alho devem ser finamente moídos e deixados repousar por 24 horas, em 20 colheres de óleo vegetal. Em outro vasilhame, dissolve-se 100 gramas de sabão (picado) em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, mistura-se a solução de alho.
Antes de usar filtra-se e diluí-se a mistura com 20 partes de água. As concentrações são variáveis de acordo com o tipo de pragas que se quer combater. (Stoll, 1989).

2-     CAL VIRGEM

A cal virgem é um produto na forma de pó micronizado, com elevado teor de óxido de cálcio, acima de 90% e alta reatividade (PRNT em torno de 175%). Difere da cal hidratada que é um cal virgem que foi hidratado, rico em hidróxido de cálcio (PRNT em torno de 130%).
RECOMENDAÇÕES DE USO DA CAL VIRGEM
A cal virgem é um tipo de cal empregado das caldas bordalesa, sulfocálcica e viçosa. É também recomendado para a desinfeção de covas de fruteiras, de terrenos de hortaliças contaminados com fungos de solo, e canteiros em estufas e viveiros de mudas.
Na cultura do tomate é recomendado a aplicação cada semana, em aplicação direta aos frutos, reduzindo a ocorrência de podridão e fundo preto.
Em fruteiras de caroço, como ameixeiras e pessegueiro, quando misturado com sulfato de zinco, reduz a ocorrência de Xanthomonas pruni. Na cultura da batata, este tratamento diminui o problema de talo oco.
Em floricultura a cal virgem pode ser empregada para a desinfecção de bancadas e em estufas, no tratamento de canteiros de hortaliças, em pré-plantio.
Na piscicultura, o cal virgem pode ser empregado para desinfeção da água contra a ocorrência de vermes (lernea) e para precipitação do material orgânico que infestam as represas.
É marcante o efeito do cálcio no aumento da resistência dos tecidos vegetais. Aplicando na fase de crescimento e pré colheita, conferem acentuada resistência ás podridões e ao transporte.
Pode ser empregado a cal hidratada no preparo das caldas bordalesa e viçosa, desde que esta seja nova e em qualidade superior a cal virgem.
RECOMENDAÇÕES DE USO DA CAL HIDRATADA
A cal virgem depois de hidratada pode ser empregada no tratamento de desinfecção, como recomenda Guimarães, (1996):
Indicações: Desinfecção de batata semente; nematóide dourado da batata ( Globodea aostochiensis); fungos e bactérias das batatas.
Ingredientes: 4,0 kg de hidróxido de cálcio comercial ou 3 kg de cal virgem + 1.000 litros de água + 250 gramas de detergente caseiro com pouca espuma.
Preparo: Pulverizar esta solução nas batatas sementes antes do seu plantio.
COMO FAZER A HIDRATAÇÃO DA CAL VIRGEM
Para pequena quantidade de cal virgem pode ser feita a hidratação na mesma hora. Para isso, coloque a cal virgem em pó numa lata de metal de 20 litros, adicione e misture um pouco de água fria.
Deve-se formar uma pasta pouco mole, que irá aquecer pela hidratação da cal, havendo uma reação exotérmica. Deve-se tomar cuidado com a exalação dos gases e a alta temperatura do produto, durante o processo de hidratação.
Após o resfriamento do pó, coloque 20 a 30 litros de água, obtendo um leite de cal.
Para  quantidade elevadas de cal, por exemplo acima de 5 kg, deve de ser feita a hidratação da cal virgem sempre na véspera. Neste processo, coloque no tambor de metal, três a quatro vezes em volume de água a quantidade de cal virgem a ser hidratada.
Como exemplo para hidratar 20 kg de cal virgem, colocar antes no tambor de cimento ou latão: 80 litros de água. Importante: somente depois de Ter colocada a água é que deve ser colocada a cal virgem. A cal virgem irá hidratar-se e no dia seguinte poderá ser utilizada na forma de leite de cal.

3-     CALDA BIOFERTILIZANTE

Desenvolvida e pesquisada pela EMATER-RIO, a calda biofertilizante demonstrou excelente efeito no aumento da resistência às pragas e moléstias e como adubo foliar para inúmeras plantas. O processo de produção é bastante simples, sendo viável sua produção na propriedade, desde que tenha esterco de gado disponível. Não há contra-indicação ao seu uso.
ADUBO FOLIAR E AUMENTAR A RESISTÊNCIA CONTRA PRAGAS E MOLÉSTIAS
·        Ingredientes: 10 litros de esterco de curral (curtido ou não); um punhado de esterco de galinha; um punhado de açúcar e água.
·        Preparo: Numa lata de 20 litros, colocar meia lata  (10 litros) de esterco de curral (curtido) e um  punhado de esterco de galinha ( em torno de 250 ml ) e um punhado de açúcar cristalizado ou refinado, (em torno de 250 ml). Completar com água, deixando um espaço de 8 a 10 centímetros antes da borda acima, para evitar transbordar.
Fechar muito bem com um saco plástico e amarrar com arame. Deixar 5 dias bem fechado (fermentação anaeróbia).
·        Aplicação: A calda pronta deve ser diluída, misturando 1,0 litro da calda obtida para cada 10 litros de água.
INDICAÇÕES COMO ADUBO FOLIAR E AUMENTAR A RESISTÊNCIA DAS PLANTAS CONTRA DOENÇA E PRAGAS
·        Ingredientes: 50 kg de esterco de gado fresco, 50 kg de capim e 50 litros de água ou então outra receita: 75 kg de esterco de gado fresco e 75 litros de água.
·        Preparo: Num tambor de 200 litros colocam-se uma das receitas acima.  Fecha-se hermeticamente a parte superior com um plástico ou tampa hermética. Entre o líquido e a tampa deve ficar um espaço, mínimo de 20 centímetros, que abrigará os gases, deve-se inserir uma mangueira plástica, que é submetida num balde ou garrafa com água, para que o ar possa escapar, mas não possa entrar.
·        Aplicação: A fermentação leva de 20 a 40 dias. Dilui-se a calda. Para cada litro de biofertilizante pode-se misturar 1,2 ou 3 litros de água, isto é, 50 litros de biofertilizante para 50 litros de água; 33 litros de biofertilizante para 66 litros de água e 25 litros de biofertilizante par 75 litros de água, respectivamente. Quanto mais diluída menor será o efeito defensivo.
PROCESSO DE PRODUÇÃO DE BIOFERTILIZANTES
                   Tampa hermética
Cilindro: Gás





Bio Fertilizante 

                                                                                          Mangueira Plástica           
          Tambor de 200 litros
                                                                                                         Balde com água
                                                                                                         Gás

4-     CALDA BORDALESA

CARACTERÍSTICAS
É um tradicional fungicida agrícola, resultado da mistura simples de sulfato de cobre, cal virgem e água.
Tem eficiência comprovada sobre diversas doenças fúngicas, como míldio, septoriose, manchas foliares, etc. Possui também ação contra bactérias e repelência para diversas pragas. Oferece elevada resistência à insolação e às chuvas.  A calda bordalesa, pode ser considerado o melhor fungicida protetor de folhas, pelo seu múltiplo efeito.
Não deve ser misturado a outros defensivos agrícolas, devido a sua elevada alcalinidade. Os defensivos aplicados depois da calda bordalesa ou viçosa devem ser compatíveis com produtos de reação alcalina, senão terão baixa eficiência.
APLICAÇÃO
A metodologia de aplicação e preparo são importantes para o êxito do tratamento, assim como a concentração e qualidade dos ingredientes.
A calda oferece riscos de fitoxicidade quando aplicada com tempo úmido (garoa ou chuvas) e folhas molhadas. A aplicação deve ser sempre feita com tempo bom e seco.
Fazer sempre a pulverização pela manhã ou á tardinha, quando as folhas estão mais túrgicas. Aplicações com temperaturas elevadas, acima de 30ºC, podem favorecer a evaporação da calda, provocando elevadas concentrações de sais sobre as folhas, que pode causar fitoxicidade. Deve-se tomar cuidado quando é feita a aplicação da calda em estufas, devendo sempre ser reduzida a concentração em relação ao campo.
A aplicação da calda bordalesa deve ser feita com pulverização em alta pressão, acima de 150 libras, pois permite a formação de uma finíssima camada de proteção sobre  tecidos vegetais, impedindo a instalação e desenvolvimento da doença.
PREPARO DA CALDA BORDALESA
Para preparar a calda bordalesa deve ser empregado sempre em tanque ou vasilhame de plástico, cimento amianto ou madeira. Não utilizar de tambores de ferro, latão ou alumínio, pois reagem com o sulfato de cobre.
A.     DISSOLVER O SULFATO DE COBRE
O primeiro passo é dissolver o sulfato de cobre. Quando está na forma de pedra, deve ser bem triturado e colocado dentro de um pano de algodão e mantido imerso, em suspensão na parte superior de um balde, com bastante água (20 a 50 ou mais litros).
A dissolução do sulfato de cobre em pedra levará algum tempo para se completar. Pode ser empregado o sulfato de cobre na forma cristalizado, de mais fácil solubilidade, podendo ser dissolvido na mesma hora de preparo, em pouco de água quente ou normal.
Colocar a solução cúprica pronta, na caixa ou tanque de pulverização, que já deve conter a água necessária para a pulverização, agitando a mistura.
B.    PREPARO DO LEITE DE CAL
Em outro vasilhame, que pode ser de plástico, misture a cal já hidratada com 20 a 50 litros de água, mexendo bem para formar um leite de cal. É recomendável filtrar esta solução para evitar entupimento no pulverizador.
Pode ser empregada a cal hidratada para o preparo da calda bordalesa, porém esta deve ser nova quanto à fabricação e aumentada a quantidade em relação à cal virgem.
C.    MISTURA DAS SOLUÇÕES COBRE / CAL
Uma vez dissolvida a cal, colocar esta solução (leite de cal) no tanque de pulverização, onde já foi misturada a solução cúprica.  Derramar o leite de cal, lentamente, mexendo bem. Pode ser feita a mistura ao inverso, isto é, derramar primeiro a solução de cal e por último a cúprica, desde que  de maneira bem lenta e com forte agitação.
Depois de misturadas ambas as soluções, deve-se medir o PH da calda. Para medir o PH, usa-se um peagâmetro, fita de tornassol (adquirida em farmácia).
Estando ácida (PH abaixo de 7,0) deve-se acrescentar mais cal ou seja o leite de cal até que esteja neutralizado o cobre (PH acima de 7,0).
Fazer a aplicação da calda bordalesa imediatamente após o seu preparo.
RECOMENDAÇÕES DE USO DA CALDA BORDALESA
A concentração dos ingredientes, difere de uma espécie, condições climáticas, grau de infestação e da fase de crescimento da planta. Utilizar dosagens menores nas fases iniciais e em plantas mais sensíveis. Testar em poucas plantas e depois fazer o tratamento ideal para o local.
Para as fruteiras tropicais (abacate, citros, manga, macadâmia, etc.) a concentração é 0,6 a 1,0% (600 a 1.000 gramas de sulfato de cobre + 600 a 1.000 gramas de cal virgem em 100 litros de água).
As fruteiras temperadas como caqui, figo, uva e outras, pelo risco da fitoxidade do cobre, devem Ter maiores teores de cal virgem, sendo indicadas 300 a 800 gramas de sulfato de cobre + 600 a 1.600 gramas de cal virgem.
As hortaliças como batata, tomate, etc. aceitam bem a concentração de 0,8 a 1,0 %, porém com  dosagens menores da fase inicial. No morango e nas cucurbitáceas deve-se empregar dosagens de 0,3 a 0,5%, dependendo das condições locais.

5-     CALDA SULFOCÁLCICA

A calda Sulfocálcica é um tradicional defensivo agrícola, resultado do preparo á quente da mistura de enxofre, cal virgem e água. tem ampla ação fungicida, inseticida e acaricida.
TRATAMENTO DE INVERNO
No tratamento de inverno é recomendado para  fruteiras de clima temperado (folhas caducas) em cobertura total e também para fruteiras tropicais, aplicada nos troncos e ramos, como citrus e silvestres, para erradicação de liquens, pragas e moléstias.
A densidade empregada no período invernal é de 4 a 5º Beumê, que correspondem a concentração de 1,0 litro da calda concentrada (30º Be) em 8 a 12 litros de água.
TRATAMENTO NO VERÃO
Ultimamente vem sendo utilizada para tratamento fitossanitário no período vegetativo com êxito, pois tendo custo baixo e eficiência, tornando muito econômico o seu emprego.
No verão doses concentradas podem queimar a folhagem, deve-se utilizar diluições fracas, mantendo no entanto, boa ação como fungicida, acaricida e inseticida.
A densidade recomendada para o período vegetativo é de 0,5 a 0,8º Beumê, que correspondem as concentrações de 1:30 a 1:120 (1 litro da calda concentrada para 30 a 120 litros de água). A calda sulfocálcica pode ser recomendado para citrus  (1:30 a 50), pêssego, caqui, figo, goiaba, maracujá e hortaliças (1:80 a 1:100).
PREPARO DA CALDA SULFOCÁLCICA
A fabricação da calda é feito à quente, requerendo recipiente de metal (latão ou inox). No caso de preparar 100 litros, utilizar um tambor de 200 litros, dissolver primeiro o enxofre (25 kg) em um pouco de água quente, no fundo do tambor, formando uma pasta mole.
Colocar fogo sob o tambor e completar com 80 litros de água fria ou quente. Quando iniciar a fervura, derramar lentamente a cal virgem (12,5 kg) na solução, mexendo com uma vara comprida.
Deixar ferver por 50 a 60 minutos, mexendo sempre. Tomar o cuidado durante a fervura, evitando os vapores exalados pela reação e queima dos produtos.
É necessário manter disponível uma lata com 20 litros de água fria, para adicionar a medida que a mistura sobe durante a fervura. Manter o nível da solução em 100 litros, com o acréscimo da água, no final.
Quando atingir a coloração pardo-avermelhada (cor de âmbar), a calda estará pronta. Tirar o fogo e deixar esfriar. Coar a calda com pano, e guardar os resíduos (borra) para caiação dos troncos de fruteiras.
IMPORTANTE:
·        Para guardar num vasilhame por curto período, cobrir com uma fina camada de óleo vegetal, óleo de lubrificação ou de máquina. Na pulverização deve ser adicionado adesivo espalhante.
·        Após o uso do equipamento, inclusive as mangueiras, devem ser lavadas com solução amoniacal ou solução diluída de ácido acético.

6-     CALDAS TÓXICAS PARA MOSCAS DE FRUTAS

Calda atrativa (iscas) para moscas de frutas
Ingredientes: 600 gramas de sulfato de cobre + 600 gramas de enxofre ventilado + 600 gramas de melaço, em 10 litros de água. Outra receita de isca tóxica atrativa, é a mistura de 6 litros de melaço + 200 ml de malation, em 100 litros de água.
Preparo e aplicação: Misturar os ingredientes e pulverizar plantas alternadas no pomar (1m² por copa). Pode ser pincelado com uma brocha, no tronco ou ramos principais, evitando assim manchar os frutos. Aplicar principalmente nas plantas da bordadura, vizinhas de mato ou capoeiras.
Para melhorar o controle pode ser mergulhado na solução estopa, corda de sisal e fitas de serragem e suspensos sob abrigo na árvore.
Calda tóxica para moscas de frutas
            Ingredientes: 1,0 litro de leite + 1,0 litro de vinagre branco +1,0 litro de melaço de cana ou 0,5 kg de açúcar cristal + 1,0 litro de EM4 a 400 litros de água.
            Preparo  e aplicação: Misturar os ingredientes e diluir em 300 litros de água, para aplicação em tempo chuvoso e em 400 litros de água, para tempo seco. Repetir semanalmente.
Calda atrativa para colocar no caça-moscas
            Ingredientes: Solução com 75% de água + 25% de vinagre de vinho ou suco de uva de laranja ou 50% de água + 50% de suco de outras frutas.
Aplicação: Cada caça mosca com 150 ml da solução atrativa, colocado no interior da copa, protegida do sol. Instalar 1 armadilha, para cada 10 plantas.

7-     CALDA VIÇOSA

CARACTERÍSTICAS
Viçosa é uma variação da Calda Bordalesa, sendo na verdade uma mistura da Calda Bordalesa com micronutrientes. Ela foi testada com sucesso pela Universidade Federal de viçosa nas culturas do tomate e do café, tendo apresentado excelentes resultados no controle  fitossanitário, melhoria do estado nutricional e aumento da produtividade.
As suas principais características são: mistura de pós solúveis, compreendendo a calda bordalesa (sulfato de cobre e cal hidratada), acrescentada de micronutrientes (sulfato zinco, sulfato de magnésio e boro), uréia  (nitrogênio e cloreto de potássio. O produtor deve acrescentar os micronutrientes de acordo com a exigência da sua cultura.
A uréia tem sido incluída na mistura para melhorar a absorção dos micronutrientes, enquanto o Cloreto de Potássio para evitar a inibição do zinco e boro pelo cobre.
PREPARO DA CALDA VIÇOSA
Para 100 litros de água, utiliza-se: 500 g de sulfato de cobre + 600 g de sulfato de zinco + 400 g de sulfato de magnésio + 100 g de ácido bórico + 500 g de cal hidratada.
Utilize duas caixas reservatórios, sendo uma de 60 litros (A) e outra de 180 litros (B).
Na caixa A com 50 litros de água, coloque o cobre, zinco, magnésio, ácido bórico, e uréia dentro de um saco poroso.
Na caixa B com 50 litros de água coloque 500 gramas de cal hidratada, formando o leite de cal.
A solução da caixa A é despejada sobre o leite de cal da caixa B, agitando energicamente para obter uma boa calda.
A ordem da mistura não pode ser invertida. Se a mistura tiver aspecto de "leite talhado" é porque a cal hidratada está velha, recarbonatada e  imprópria para este uso. Recomenda-se utilizar cal virgem hidratado ou uma hidratada nova. Uma calda viçosa bem preparada, quando em repouso, mantém a suspensão por mais de 10 minutos. A calda Viçosa para Ter uma boa eficiência deve Ter uma reação levemente alcalina. O PH  ideal da solução deve estar de 7,5 a 8,5.
Antes de colocar a calda viçosa no pulverizador (através da torneira existente no reservatório) utilize um coador de tela fina (que pode ser a mesma, também, do pulverizador).
A quantidade a ser aplicada depende da altura da planta, por exemplo no cafeeiro, considerando-se uma pulverização para 1300 pés ou 100 covas, seriam necessários 100 litros de calda viçosa, para pés de café com 0,5 m de altura.
A aplicação deve ser feita de 30 em 30 dias, com calda viçosa concentrada. Caldas com baixo teor de micronutrientes podem ser utilizadas semanalmente. O produto deve ser preparado no próprio dia da pulverização.

8-     CINZAS

A cinza de madeira é um produto que pode ser empregado na mistura com outros produtos naturais, para controle de pragas e até algumas doenças. A cinza deve ser colocada em água, deixando repousar pelo menos 24 horas, coada, e pulverizada.
RECOMENDAÇÕES:
Indicações: Lagartas e vaquinhas dos melões.
Ingredientes:½  taça cinza de madeira, ½ taça de cal e 100 litros de água.
                     1,0 kg de cinza de madeira + 1,0 kg de cal e 100 litros de água.
Preparo e aplicação: Misturar os componentes e deixar repousar durante um tempo e logo filtrar.
Indicações: insetos sugadores e larva minadora.
Ingredientes: 0,5 kg de cinzas de madeira e 6 colherinhas de querosene.
Preparo e aplicação: Misturar e aplicar preventivamente.
Indicações: contra insetos e doenças fúngicas, como oídio, míldio, etc.
Ingredientes: 1,0 litro de água,  uma colher de  cinza (20 gramas) e uma taça de soro de leite (50 ml). Para 20 litros de calda: 7 litros de água, 150 gramas de cinza, 350 gramas de soro de leite e 13 litros de água para a diluição final.
Preparo e aplicação: Misturar um litro de água e a cinza. Deixar repousar por uma noite. Filtrar no dia seguinte, com um pano. Misturar 1,0 litro da solução com soro de leite e diluir em 3 partes de água.

9-     FARINHA DE TRIGO

A farinha de trigo de uso doméstico pode ser efetiva no controle de ácaros, pulgões e lagartas.
O seu emprego é favorável em dias quentes e secos, com sol. Aplicar de manhã em cobertura total nas folhas. Mais tarde, as folhas secando com o sol, forma uma película que envolve as pragas e caem com o vento. Ela pode ser pulverizada em vegetais sujeitos ao ataque de lagartas.
Preparo: Diluir 1 colher de sopa (20 g) em 1,0 litro de água e pulverize nas folhas atacadas. Repetir depois de 2 semanas.

10- FUMO (NICOTINA)

A nicotina contida no fumo é um excelente inseticida, tendo ação de contato contra pulgões, tripes e outras pragas. No entanto, é tóxico para o ser humano e pode afetar ao inimigos naturais. O seu preparo e aplicação requerem cuidados.
Quando aplicada como cobertura do solo, pode prevenir o ataque de lesmas, caracóis e lagartas cortadeira, porém pode prejudicar insetos benéficos do solo como as minhocas. O fumo em pó sobre os vegetais é um defensivo contra pragas de corpo mole, como lesmas e outras, sendo menos tóxico empregado nesta forma.
A calda pronta pode ser acrescida de sabão e cal hidratada, melhorando a sua atividade e persistência na folha.
A colheita do vegetal tratado deve ser feita, somente 3 dias após a aplicação do fumo. Não deve ser empregado o fumo em plantas da família da batata. O tratamento com concentrações acima do recomendado, pode causar danos para muitas plantas. (VUCASIN E OU, 1995).
RECOMENDAÇÕES DO USO DO FUMO (NICOTINA)
A.     Controle de pulgões, cochonilhas, grilos, vaga-lumes.
·        Ingredientes: 15-20 cm de fumo de corda e água
·        Preparo: coloque 15-20 cm de fumo de corda deixando de molho durante 24 horas, com água suficiente para cobrir o recipiente.
·        Aplicação: para cada litro de água, use 5 colheres (de sopa) dessa mistura, usando no mesmo dia. A nicotina é pouco tóxica para o homem e animais de sangue quente e 24 horas depois de pulverizada, torna-se inativa. No caso de hortaliças e medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 2 dias antes do consumo.

11- LEITE

O leite pode controlar várias doenças fúngicas e algumas viróticas. Ele pode ser empregado contra ácaros e ovos de diversas lagartas.
·        Um dos métodos recomendados, é diluir 1 litro de leite em 3 a 10 litros de água e pulverizar as plantas. Repetir depois de 10 dias para doenças e 3 semanas quando aplicado contra insetos. A mistura de leite azedo com água e cinza de madeira, é citado como efetivo no controle de míldio.
·        Há indicações do uso do leite como atrativo para lesmas. Distribuir no chão, ao redor das plantas, estopa ou saco de amiagem molhado com água e um pouco de leite. De manhã, virar a estopa ou o saco utilizado e mate as lesmas que se reuniram embaixo.
(EMATER-RO (sd)).
·        Pode ser utilizado como fungicida no pimentão, pepino, tomate, batata. Sem contra-indicação para hortaliças. Preparar mistura com 2,5 litros de leite, 1,5 kg de cinza de madeira, 1,5 kg de esterco fresco de bovino e 1,5 kg de açúcar. Aplicar no tomate a cada 10 dias, aplicar no café a cada 15/30 dias.

12- ÓLEO VEGETAL

O óleo tem ação inseticida, principalmente contra cochonilhas. É indicado para as culturas do abacate, café, citrus, figo, manga, maçã, pêra e plantas ornamentais (hibiscos e azaléias). Controla cochonilhas de carapaça (cabeça de prego, escama vírgula, escama farinha, parlatória, piolho de são José, etc.) e cochonilhas sem carapaças (cochonilha verde, marrom e pardinha).
O óleo utilizado deve ser de grau leve,  vegetal ou de peixe. A dosagem do óleo vegetal na primavera/verão é de 1 litro/100 litros de água, enquanto que no outono/inverno deve-se aumentar para 1,5 a 2,0 litros em 100 litros de água.
Os óleos devem ser utilizados com cuidado, pois podem também afetar os predadores benéficos. Evite aplicar óleo em dias quentes, nem em intervalo menor de 20 dias da aplicação de enxofre ou calda bordalesa, pois pode causar fitoxicidade.
Algumas plantas com folhas lustrosas ou brilhantes, como a  manga e citrus, possuem características de não serem afetadas pelo óleo, no entanto, outras podem ser prejudicadas. Em plantas de clima temperado aplicar na fase de dormência.
INDICAÇÕES DE USO DOS ÓLEOS
Combate ao pulgão, lagartas, moscas, mosquitos, ácaros, ovos e larvas de insetos, ácaro vermelho, cochonilha, tripes, mosca branca, viroses (óleo vegetal de parafina).
O óleo pode ser adicionado em vários defensivos melhorando sua efetividade, como na calda bordalesa. Quando pulverizados na estação de dormência das plantas de clima temperado, antes do inchamento das gemas, provoca erradicação das formas invernantes das pragas, assim como das cochonilhas de carapaças, como a cochonilha farinha.
PREPARO DAS MISTURAS DE ÓLEO
·        Pulverizar com uma mistura de 1 litro de óleo vegetal + 100 gramas de sabão neutro ou 100 ml de sabão líquido e 15 litros de água. Agitar até dar uma emulsão turva. Óleo vegetal emulsionável pode ser usado como alternativa, misturando 30 ml em 1 litro de água.
·        Pulverizar óleo vegetal, diluindo 10 a 20 ml de óleo em 1,0 litro de água
·        Pincelar 2 ml de óleo vegetal sobre o fim da espiga de milho, depois de murchar, mas antes de começar a secar, para proteger o sabugo contra ataque de insetos.
EMULSÃO DE ÓLEO
Ação de inseticida de contato, contra sugadores: ácaros, pulgões e cochonilhas.
·        Ingredientes: 1,0 kg de sabão comum ou feito com óleo de peixe + 8,0 litros de ÓLEO VEGETAL + 4,0 litros de água.
·        Preparo: Ferver e dissolver o sabão picado em 4 litros de água. Retirar do fogo e dissolver vigorosamente 8 litros de óleo vegetal, ainda quente. Diluir uma parte do produto obtido em 10 a 50 partes de água.

13- PASTA BORDALESA

É indicada para controle de Gomose (Phytophthora) e Rubelose (Corticium salmomicolos)
·        Ingredientes e preparo: Misturar 1,0 kg de sulfato de cobre + 2,0 kg de cal virgem + 10 litros de água.
·        Aplicação: Passar esta pasta após a poda e eliminação dos galhos afetados por doenças fúngicas (Rubelose); e a raspagem das áreas doentes com uma escova macia.

14- PASTA DE ENXOFRE

Indicações: pincelamento ou calação do tronco e ramos na prevenção do ataque de broca e cochinilhas.
·        Ingredientes: 1,0 kg d enxofre ventilado em pó, 2,0 kg de cal virgem extinta, ( fazendo o leite de cal ); 0,5 kg de sal de cozinha e 15 litros de água.
·        Preparo: Em um tambor, diluir o enxofre com pouco de água quente até formar uma pasta. Depois, completar com o restante da água. Em seguida, colocar lentamente a cal mexendo bem. Incluir em seguida o sal de cozinha.
·        Aplicação: Pincelar ou caiar o tronco e pernadas principais com uma brocha de pintura. Pincelar o tronco e a base dos ramos principais com pasta bordalesa pelo menos 4 vezes por ano (maio - junho). Pulverizar o tronco e o solo ao seu redor com calda bordalesa.
Fonte: (Guimarães, 1996)

15- PERMANGANATO DE POTÁSSIO

Produto utilizado como defensivo agrícola na África do sul, Estados Unidos e Europa. Falta maiores pesquisas no Brasil. Recomendado para controle de pulgões, lagartas, besouros, ácaros, mosca branca, e as doenças botrytes, míldio e oídio.
OS PRODUTOS CONSIDERADOS COMO DEFENSIVOS ALTERNATIVOS, COM MAIORES POSSIBILIDADES DE EMPREGO EM CULTIVOS SÃO:
CALDA BORDALESA             (Sulfato de cobre + Cal Virgem)
CALDA VIÇOSA                       (Calda Bordalesa + macros N-P-K e micronutrientes)
CALDA SULFOCÁLCICA       (Enxofre ventilado + Cal virgem )
PÓ SULFOCÁLCICO               (Enxofre ventilado + Cal virgem )
SUPERMAGRO                        (Matéria orgânica + micronutrientes fermentados)
BIOFERTILIZANTES                 (Esterco animal e ou vegetal fermentados e diluídos)
CALDA DE FUMO                    (Fumo de corda ou estrato de fumo)
SABÃO                                       (Neutro ou de coco)
CAL VIRGEM                             (Óxido de cálcio)
CAL HIDRATADA                     (Hidróxido de cálcio)
ÓLEOS                                       (Vegetais de peixe)
ALHO                                          (Extrato de óleo)
EXTRATOS                                (Extrato de folhas de maravilha, Pimenta vermelha)
OUTROS                                    (Farinha de trigo, leite, etc.)

16- PIMENTA VERMELHA

A pimenta (vermelha ou malagueta) pode ser empregada como um defensivo natural em pequenas hortas e pomares. Tem boa eficiência quando concentrada e misturada com outros defensivos naturais. Obedecer um período de carência mínima de 12 dias da colheita, para evitar obter frutos com forte odores.
  1. Combate a pulgões, vaquinhas, grilos e lagartas
·        Ingredientes: 50 g de fumo de rolo picado + 1 punhado de pimenta vermelha + 1 litro de álcool + 250 g de sabão em pó.
·        Preparo: Dentro de 1 litro de álcool, coloque o fumo e a pimenta, deixando essa mistura curtir durante 7 dias. Para usar essa solução, dilua o conteúdo em 10 litros de água contendo 250 gramas de sabão em pó dissolvido ou então, detergente, de modo que o inseto grude nas folhas e nos frutos. No caso de hortaliças e medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita.
Fonte: SILVA & DORILEO (1988)
  1. Combate de pulgões e vaquinhas
·        Ingredientes: 500 g de pimenta vermelha (malagueta) + 4 litros de água + 5 colheres (de sopa) de sabão de coco em pó.
·        Preparo: Bater as pimentas em um liqüidificador com 2,o litros de água até a maceração total. Coar o preparado e misturar com 5 colheres (de sopa) de sabão de coco em pó, acrescentando então os 2,0 litros de água restantes. Pulverizar sobre as plantas atacadas.

17- PÓ SULFOCÁLCICO

17.1 CARACTERÍSTICAS
É uma  mistura de cal virgem e enxofre ventilado. O produto é resultante da queima do enxofre ventilado durante o processo de hidratação do cal virgem (reação exotérmica).
É um produto para aplicação foliar, sendo fornecedor de cálcio e enxofre as plantas, além da ação fungicida (oídio, ferrugens, etc.) acaricida e inseticida.
É recomendado como substituto da calda Bordalesa em fruteiras delicadas, sensíveis ao cobre, como ameixeiras, pessegueiros, etc., no tratamento do período vegetativo.
Pode ser empregado com sucesso na aplicação em troncos e ramos grossos como repelente de brocas, como  exemplo em figueiras, mangueiras, citrus, etc.
PREPARO DO PÓ SULFOCÁLCICO
Num tanque de cimento ou tambor de latão, colocar 2,0 kg de cal virgem de ótima qualidade e misturar 2,0 kg de enxofre ventilado e um pouco de água formando uma pasta consistente. A reação térmica da cal virgem irá provocar a queima do enxofre, obtendo um produto de coloração amarelo pálido.
O preparo deve ser feito em pequenas quantidades e sob acompanhamento técnico, pois ocorre forte reação exotérmica, com elevadas temperaturas, com riscos de queimaduras graves, assim como exalação de vapores.
Depois que a mistura esfriar, acrescentar 10 C  litros de água e estará e estará pronta para pulverização. Pode ser adicionada adesivo espalhante.

18- PREPARAÇÃO DE SAL

·        Indicações: pulgões, lagarta do repolho, lesma, caracol e mosca branca.
·        Métodos:
a)     Pulverize contra pulgão, lagartas e mosca branca a mistura de 5 ml (colher de chá) de sal para 20 ml de vinagre (tablespoon) e misture em 1 litro de água. Acrescente 2,5 ml (meia colher de chá) de sabão. A mistura funciona como repelente de pragas.
b)     Aplique sal seco sobre as lesmas e caramujos
·        Recomendações:
Pulverize cada 5 a 7 dias. No controle de lesmas, aplicar sal a freqüência necessária para manter baixa a população. À noite ou em dias nublados e úmidos são os melhores para controlar as pragas.
Não pulverizar a mesma área freqüentemente com solução de sal, a não ser que tenha quantidade suficiente de água para lavar o sal para fora do solo. Aplicar com menor freqüência sal seco, para impedir afetar a fertilidade natural do solo.

19- PRIMAVERA OU MARAVILHA

É um defensivo natural resultante da extração do suco das folhas de primavera ou maravilha. Tem sido utilizado no tomateiro com o objetivo de dar resistência à infecção de vira-cabeça. Aplicar em tomateiros de 10 a 15 dias após a germinação (2 pares de folhas) e repetir a cada 48/72 horas até quando iniciar a frutificação.
Objetivo do extrato: evitar a ocorrência do vírus de vira cabeça do tomateiro.
(SANTOS, 1995).
·        Ingredientes: 1,0 litro de folhas maduras e lavadas, de primavera ou maravilha (rosa ou roxa) ( Bougainvillea spectabilis / Mirabilis jalapa)  + 1,0 litro de água.
·        Preparo e aplicação: junte estes ingredientes e bata no liqüidificador. Coe com pano fino de gaze e dilua uma parte em 20 litros de água. Pulverize imediatamente (em horas frescas). Não pode ser armazenado.
(NORONHA, 1989)

20- SABÃO

O sabão (não detergente) tem efeito inseticida e quando acrescentado em outros defensivos naturais pode aumentar a sua efetividade. A solução feita com sabão, que tem boa adesividade na planta e no inseto praga. O sabão sozinho tem bom efeito sobre muitos insetos de corpo mole como: pulgão, lagartas e mosca branca.
O preparo mais comum consiste em dissolver, mexendo bem, 50 gramas de sabão (picado) para 2 até 5 litros de água quente. Pulverizar sobre as folhas e pragas.
A emulsão de sabão e querosene é um inseticida de contato, que foi muito empregado no passado, ácaros e cochonilhas. Depois de preparada a emulsão deve ser aplicada dentro de um ou dois dias, para evitar a separação do querosene, o que acarretaria queimaduras nas folhagens.
Nas plantas delicadas e árvores novas, no verão ou períodos quentes, utiliza-se a solução de sabão e querosene bem diluída, ou seja, uma parte para 50 a 60 partes de água. No inverno, em plantas caducas, utiliza-se dosagens mais concentradas, assim como a pincelagem do tronco contro cochonilhas.
A.     Controle de lagartas e cochonilhas
·        Ingredientes: 50 g de sabão de coco em pó + 5 litros de água.
·        Preparo: coloque 50g de sabão de coco em pó em 5 litros de água fervente. Essa solução deve ser pulverizada freqüentemente no verão e na primavera.
(ANDRADE, 1992)
B.    Combate de pulgões, cochonilhas e lagartas (EMATER-RO, sd)
·        Ingredientes: 1 colher (de sopa) de sabão caseiro + 5 litros de água
·        Preparo: utilize uma colher (de sopa) de sabão caseiro raspado e misture em 5 litros de água agitando bem até dissolver o mesmo. Essa calda deve ser aplicada sobre as plantas com auxílio de pulverizador ou regador.
C.    Controle de pulgões, ácaros, brocas, moscas da fruta e formigas.
·        Ingredientes:  1 kg de sabão picado + 3 litros de querosene + 3 litros de água
·        Preparo a frio: Derreta o sabão picado numa panela com água. Quando estiver completamente derretido, desligue o fogo e acrescente o querosene mexendo bem a mistura. Em seguida, para a sua utilização, dissolva 1 litro dessa emulsão em 15 litros de água, repetindo a aplicação com intervalos de 7 dias. No caso de hortaliças e medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita.
(SILVA & DORILEO, 1988; PAIVA, 1995).
D.    Inseticida de contato para sugadores: ácaros, pulgões e cochonilhas
·        Ingredientes: 500 g de sabão + 8 litros de querosene + 4 litros de água
·        Preparo a quente: ferver e dissolver o sabão picado em 4 litros de água. Retirar do fogo e dissolver vigorosamente  8 litros de querosene, com a mistura ainda quente. Mexer vigorosamente a mistura quente, até formar uma emulsão perfeita. Diluir para cada parte do produto 10 a 60 partes de água.
(REGO, 1943).

OUTRAS PLANTAS

(para serem testadas)
CAVALINHA, CHÁ DE (Uquisetum arvense ou E. giganteum)
FONTE: GERALDO DEFFUNE, 1992
·        Indicações: inseticida em geral
·        Ingredientes: 100 gramas de cavalinha seca ou 300 gramas de planta verde; 10 litros de água para maceração e 90 litros de água para diluição.
·        Preparo: ferver as folhas de cavalinha em 10 litros de água por 20 minutos. Diluir a calda resultante em 90 litros de água.
·        Aplicação: regar ou pulverizar as plantas, alternando com a urtiga.

CONFREI

FONTE: ZAMBERLAN & FRINCHETI, 1994
·        Indicações: pulgões em hortaliças e frutíferas e adubo foliar
·        Ingredientes: 1,0 kg de confrei e água para diluição
·        Preparo: utilizar o liqüidificador e água para triturar 1 quilo de folhas de confrei com água ou então deixar em infusão por 10 dias. Acrescentar 10 litros de água
·        Aplicação: pulverizar periodicamente as plantas

CRAVOS DE DEFUNTOS

FONTE: ZAMBERLAN & FRINCHETI, 1994
·        Indicações: pulgões, ácaros e algumas lagartas
·        Ingredientes: 1 kg de folhas de talo de cravo-de-defunto e 10 litros de água.
·        Preparo: Misturar 1 quilo de folhas de talos de cravo-de-defunto em 10 litros de água. Levar ao fogo e deixar ferver durante meia hora ou então deixar de molho (picado) por dois dias.
·        Aplicação: Coar o caldo obtido e pulverizar as plantas atacadas.

URTIGA

FONTE: ANDRADE, 1992
·        Indicações: pulgões
·        Ingredientes: 500 g de urtiga fresca ou 100 g de urtiga seca e 10 litros de água
·        Preparo: Colocar 500 gramas de urtiga fresca ou 100 gramas de urtiga seca em 10 litros de água por dois dias ou então deixar curtir por quinze dias. A primeira forma para aplicação imediata sobre as plantas atacadas. A segunda, deve ser diluída, sendo uma parte da solução concentrada para 10 partes de água.

SUPERMAGRO

(calda biofertilizante)
FONTE: ADAPTADO C A E IPÊ SET/93
21.1     CARACTERíSTICAS E EMPREGO
A calda Supermagro é produto da fermentação de estercos animais, enriquecidos por micronutrientes e outros produtos de origem animal, obtendo uma calda  biofertilizante para aplicação foliar nas plantas.
Trabalhos de observação tem demonstrado a ação da calda Supermagro, como fonte suplementar de micronutrientes para as plantas: inibidor de fungos e bactérias, causadores de doenças e aumento de resistência contra insetos e ácaros.
Foram observados bons resultados, principalmente nas culturas de uva, maça, pêssego, tomate, batata e hortaliças em geral.
PREPARO
Em um recipiente de 200 litros, colocar 40 litros de esterco fresco de vaca, 100 litros de água; 1 litro de leite e 1 litro de melaço (tabela 1 ). Misturar bem e deixar fermentar durante três dias.
A cada cinco dias, dissolver um dos sais minerais (tabela 2) em 2 litros de água morna e juntar com 1 litro de leite; 1 litro de melaço ( ou 0,5 kg de açúcar) e um dos ingredientes com complementares (tabela 3) e misturar com o esterco em fermentação.
Após, adicionar todos os sais minerais (tabela 2) na ordem sugerida completar até 180 litros. Tampar o recipiente e deixar fermentar durante trinta dias no verão ou quarenta e cinco dias no inverno, antes de utilizar a calda.
Caso for feito preparo anaeróbico, é importante que na tampa haja uma saída para o gás que naturalmente se forma, evitando uma possível explosão do recipiente.
APLICAÇÃO DO SUPERMAGRO
A indicação na pulverização foliar é aplicar o supermagro na concentração de 1 a 5%. Recomenda-se a diluição de 2% para frutíferas e hortaliças e de 4% para tomate. No pomar, pulverizar a intervalos de 10 - 15 dias e para tomate e outras hortaliças deste fruto, a cada 7 dias. Para as demais hortaliças, pulverizar de 10 - 20 dias.
É importante que em cada região ecológica diferente e para cada cultura, seja testadas as concentrações, teor dos micronutrientes e o intervalo das aplicações.
TABELA 1 - Ingredientes Básicos
Ingredientes
Unidade
Quantidade
Esterco  fresco de vaca
Litro
40
Água
Litro
140
Leite/soro de leite
Litro
9
Melaço
Litro
9
TABELA 2 - Sais Minerais - Devem ser divididas em duas vezes
Ordem
Sais Minerais
Unidade
Quantidade
1
Sulfato de Zinco (*)
Quilo
3
2
Sulfato de Magnésio
Quilo
1
3
Sulfato de Manganês
Quilo
0,3
4
Sulfato de Cobre
Quilo
0,3
5
Cloreto de Cálcio
Quilo
2
6
Bórax (*)
(ou Ácido Bórico 1,0 kg)
Quilo
1
7
Quilo
0,125
3- (complementares)